Discurso direto
Fílon achava que a Torá era um ser vivo
Afonso Cruz

Fílon achava que a Torá era um ser vivo. Não a levava a passear à rua, mas dizia que o sentido literal era o corpo e a interpretação alegórica era a alma. Isto acontece, de algum modo, com todos os bons livros. São todos seres vivos. Passeamos com eles e a cada leitura descobrem-se novas interpretações, como se o livro envelhecesse connosco, ganhasse barriga e perdesse cabelo, e fosse aprendendo com a vida, tal como nós vamos fazendo ao longo das nossas rugas.

 

Nasceu em Julho de 1971, na Figueira da Foz, e haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, as Belas Artes de Lisboa, o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países. Escreve e, além de ilustrador, realiza filmes de animação – às vezes de publicidade, às vezes de autor , toca e compõe para a banda de blues/roots “The Soaked Lamb”.

 

Bibliografia

  • A Carne de Deus, Bertrand Editora (2008)
  • Enci­clo­pé­dia da Estó­ria Uni­ver­sal, Livros Quet­zal (2009)
  • Os Livros que Devo­ra­ram o Meu Pai, Editorial Cami­nho (2010)
  • A Boneca de Kokoschka, Livros Quet­zal (2010)
  • A Contradição Humana, Editorial Cami­nho (2010)
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