Responsabilidade Social
INFOTECAS FNAC/AMI CONTRA A INFOEXCLUSÃO
 

Em 2007, a FNAC e a AMI associaram-se para criar um projeto de responsabilidade social, denominado “Infotecas FNAC/AMI – Contra a Infoexclusão” que visa construir 5 Infotecas em vários pontos do país e permitir às pessoas carenciadas dos centros da AMI, e de outras associações de solidariedade social do concelho abrangido, o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), proporcionando-lhes uma nova oportunidade de participação na sociedade da informação e do conhecimento e, consequentemente, de inclusão social e de integração profissional.

As Infotecas FNAC/AMI são salas de formação equipadas com computadores ligados em rede, com acesso à Internet, impressoras e digitalizadoras, destinadas ao acesso e à aprendizagem das TIC.

A primeira Infoteca FNAC/AMI foi inaugurada em Gaia, em 2007, seguindo-se a de Cascais em 2008, a do Porto em 2009, a do Funchal, em 2010 e a de Almada em 2012.

 

    

Sobre a infoexclusão

A infoexclusão define uma nova forma de exclusão nos países desenvolvidos, em que as dificuldades de acesso às TIC aumentam entre as pessoas com necessidades especiais ou em circunstâncias de maior vulnerabilidade. 

Nesta perspetiva, entendemos que o conhecimento das novas tecnologias assume, em si mesmo, uma nova forma de inclusão social, e que o mesmo se tornou imprescindível na adaptação à sociedade sob diferentes formas.

Por seu turno, consideramos que a aplicação de uma estratégia de crescimento e competitividade, baseada no conhecimento, na tecnologia e na inovação, bem como uma estratégia de promoção do desenvolvimento social e do reforço da competitividade devem ser baseadas na qualificação, na qualidade do emprego e no acesso à informação. 

Assim, apesar da crescente democratização dos suportes informáticos que facilitam o acesso à informação, verifica-se que determinadas pessoas – por serem idosas, imigrantes, portadoras de deficiência física ou mental, iletrados e ou iletrados tecnológicos, com limitações económicas ou em situação social marginal – ficam de fora da atual sociedade digital.

Um dos novos requisitos do mercado de trabalho, que se pode transformar em fator de exclusão social, é o acesso às tecnologias de informação e comunicação e, nesse sentido, é inquestionável que a precariedade sócio-económica está relacionada com a fraca ou inexistente educação e qualificação profissional. 

 

A infoexclusão em Portugal

• 27% dos portugueses nunca frequentaram qualquer curso ou ação de formação relacionados com computadores ou informática.

• Apenas 40% dos indivíduos, com idade entre os 16 e os 74 anos, utilizaram computador e 42% acederam à internet. 

• Apenas 14% dos portugueses frequentaram um curso ou ação de formação relacionados com computadores ou informática nos últimos 3 anos. 

• Em Portugal, 50% de agregados domésticos dispõem de computador e 46% têm acesso à internet. Lisboa é a região do país onde o acesso às TIC é mais elevado: 58% dos agregados têm computador e 54% ligação à internet. 

• Portugal continua a ser um dos países da Europa com menos utilizadores frequentes da internet. Em 2008, apenas 38% da população utilizava a internet, pelo menos, uma vez por semana, e mais de metade dos portugueses, cerca de 54%, nunca a tinha usado.  

 

Grupo de utentes de uma infoteca FNAC/AMI

- Crianças entre os 6 e os 13 anos - frequentadores do Apoio Escolar e do Programa de Prevenção da Exclusão Social.

- Jovens entre os 13 e os 16 anos - frequentadores do Apoio Escolar.

- Jovens adultos e adultos em idade ativa entre os 25 e os 45 anos - frequentadores do Apoio à Procura de Emprego.

- Adultos em idade ativa - frequentadores do Ensino Recorrente de 1º Ciclo. 

- Mulheres em idade ativa e idosas - frequentadoras do Programa de Prevenção da Exclusão Social. 

 

Características gerais destes utentes

- Reduzida ou inexistente formação profissional;

- Desestruturação familiar;

- Reduzidas habilitações literárias;

- Escassas competências profissionais;

- Desemprego / Precariedade Laboral;

- Isolamento ou dificuldade em estabelecer rede de contactos sociais. 

 

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