Novos Talentos FNAC Fotografia 2013
Obras de Misericórdia
Attilio Fiumarella

Em 1607 Michelangelo Merisi pinta, em Nápoles, a obra “Sete Obras de Misericórdia”.

Caravaggio usa a luz como na câmara obscura, imortaliza cenas de vida quotidiana num conjunto dinâmico e extremamente escultural.

As obras de misericórdia são catorze e dividem-se em obras corporais e obras espirituais.

Tendo como ponto de partida a forma de trabalhar do Caravaggio, o trabalho fotográfico “Obras de Misericórdia” desenvolve-se numa contínua dualidade entre corpo e espírito, homem e mulher, luz e sombra, personagem e fundo.

As boas obras são o fio condutor de uma narrativa que, falada através do corpo das personagens, documenta as mesmas como o produto de uma sociedade imperfeita.

As obras de misericórdia corporais são:

Dar de comer a quem tem fome;

Dar de beber a quem tem sede;

Vestir os nus;

Dar pousada aos peregrinos;

Assistir aos enfermos;

Visitar os presos;

Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais são:

Dar bom conselho (Aconselhar os duvidosos);

Ensinar os ignorantes;

Corrigir os que erram;

Consolar os aflitos;

Perdoar as injúrias;

Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Attilio Fiumarella

Attilio Fiumarella

Nasceu em Nápoles, em 1978. Desde 2002, vive e trabalha no Porto. Arquiteto de formação, sempre nutriu uma forte paixão pela fotografia. Em 2011 começa a sua atividade como fotógrafo e, desde então, vem publicando o seu trabalho em diversas revistas e livros dedicados à Arquitetura. Em 2013, conclui, como melhor aluno, o curso profissional de fotografia no Instituto Português de Fotografia. Como fotógrafo emergente é convidado pelo Museu do Douro a desenvolver um projeto no âmbito do Entre Margens. Gradualmente alia a investigação de temas da atualidade à fotografia de Arquitetura. Neste âmbito, a fotografia documental e o fotojornalismo emergem como meios e lugares privilegiados para explorar e partilhar a sua visão acerca das questões que interpelam o nosso tempo.