Exposição
Ser Nicolino
Fotografias de José Bastos

As festas nicolinas atingem uma dimensão ímpar que resulta de uma vivência que dificilmente se explica e só se entende sentindo.

Que as Nicolinas são as festas dos estudantes de Guimarães é fácil dizer ou escrever; que as nicolinas são constituídas por um conjunto de números e que cada número tem uma explicação, um enquadramento, uma história, um significado, também é fácil escrever ou dizer.

É fácil dizer o que são as Nicolinas, difícil é explicá-las, difícil é traduzir o sentimento que provoca a sua proximidade temporal; difícil é traduzir o sentimento de pertença e de uma pertença recíproca; difícil é explicar por que é que as Nicolinas  são minhas e por que é que as Nicolinas são minhas  e por que é que sou das Nicolinas. Adaptando a máxima de Ortega Y Gasset diria que “As Nicolinas são as Nicolinas e as suas circunstâncias” e não é possível traduzir as circunstâncias porque estas são de cada indivíduo, de cada grupo de velhos, novos, actuais ou futuros nicolinos.

 

Ser Nicolino é um estado de espírito.

Foi nessa óptica que efectueu o registo fotográfico, comprometidamente descomprometido, das Nicolinas 2000, procurando colocar em cada instantâneo o meu Ser Nicolino. Cada movimento, cada olhar, cada abstracção remetem para um imaginário que pode ser só meu ou que pode ser globalmente Nicolino.

É este registo, que pretende ser uma leitura, uma interpretação que compõe o conjunto de fotos que totalizam o Ser Nicolino.

 

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